A preferência nacional.

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Todos nós brasileiros sabemos da preferência nacional que foi tanto exaltada pelos sargentelis  globais que até no exterior hoje sabem da preferência nacional, pena que a verdadeira preferência nacional seja uma que está “amoitada” em meio a grande imprensa e em meio a um povo que por ter pouca instrução acaba por divinizar estas coisas.

A preferência nacional era até bem pouco tempo as nádegas voluptuosas de uma bela mulher sambando ao som de um enredo de escola de samba que chegava ao seu ápice em fevereiro.

Porém hoje percebemos que através desta nova ordem jornalística em que a batuta do politicamente correto insiste em nos mostrar que a verdadeira preferência nacional é a hipocrisia, damos preferência e com muita deferência ao hipócrita, sim queridos, somos amantes da hipocrisia, e idolatras do hipócrita, essa que relevante torna-se o centro de que vivemos neste pequeno grão de terra do imenso universo, onde poeirinhas travestidas de humanidade pregam os bons costumes, a idoneidade, honestidade, e sermos “santos”.

Porém vamos ver que o hipócrita é supervalorizado hoje, e que este hipócrita tem seu valor aumentado a cada vez em que sua capacidade de enganar aumenta, quanto melhor for sua interpretação maior será o seu cache, sim pois sua performance de iludir e propiciar o entretenimento trará mais audiência ao qual veículo ele é vinculado, mas o hipócrita não está atrelado apenas a performance de iludir o espectador que o assiste, mas sim a toda a sociedade que o venera, e que muitas vezes o adora.

Definição de hipócrita.

adjetivo e substantivo de dois gêneros

  1. 1. que ou aquele que demonstra uma coisa, quando sente ou pensa outra, que dissimula sua verdadeira personalidade e afeta, quase sempre por motivos interesseiros ou por medo de assumir sua verdadeira natureza, qualidades ou sentimentos que não possui; fingido, falso, simulado.

No grego a essência da palavra é,

Do grego hypokrinein ou hypokrisía, que significava inicialmente “separar gradualmente” ou “representar um papel”, “fingir”.

Então após sua definição podemos ver que a preferência nacional é a hipocrisia e culto ao hipócrita, hoje temos grandes atores que representam para ganhar a vida nos palcos nas telinhas e telonas, mas isso não é problema de ser hipócrita no fato do sujeito representar um papel em uma novela em uma peça teatral.

Mas a coisa ficou tão triste e vergonhosa que hoje a palavra hipócrita se tornou substantivo que define o sujeito e o torna o artigo de situação de uma maneira ou modo operante entre praticamente toda a nação.

Quero deixar bem claro que acho incrível e linda a profissão de ator, minha queixa não está relacionada ao ato de representar durante uma gravação ou uma apresentação.

Minha queixa é contra a representação que se fazem nas câmaras municipais, estaduais, e federal, nos palanques em que se tornam pequenos picadeiros que vemos hoje o “ser humano” que tem o discurso frondoso e auspicioso para com os pobrezinhos e necessitados, mas sua conduta e ações que pratica são exatamente ao inverso disso.

Discursam apenas para expor sua hipocrisia e atuam como se em um palco estivessem e seus roteiros apenas abarcam suas “necessidades” e seus caprichos, e o povo embaixo olhando com os olhos cheios de brilho para com o hipócrita que além de esfaqueá-lo, punge-lo o usurpa do socorro de suas chagas e coloca em seus ombros o peso e os honorários de suas hipocrisias, e o espectador ali como se hipnotizado pela serpente numa torpeza que provoca a letargia no pensamento e na alma que escraviza e o coloca em campos de concentração para no tempo oportuno vir com o sorriso largo nos lábios da hipocrisia para mais uma vez achaca-lo em sua pobreza com promessas de migalhas e espelhinhos brilhosos que mais uma vez cegam o espectador.

Porém a matilha não satisfeita de usurpar, pungir, arrancar a alma do pobre indivíduo se regala de sua hipocrisia mostrando que além de tudo isso ainda toma de sequestro o bem comum alegando que devemos dar o bem-estar a todos e repartir, pois, o empregador maldoso quer apenas retirar o lucro do pobre, a única fonte de renda do trabalhador é retirada pelo hipócrita e seus filhotes para poderem voar em seus jatos glamorosos.

Pior que isso ainda existe a turma dos letrados e “doutos” que servem como alienadores de plantão para que o espectador continue em sua letárgica vida e como verdadeiros parasitas sugam-lhe a alma, porém os amigos do hipócrita não se resumem a apenas doutrinadores, mas aos noticiosos falastrões que com a letra torcem o sentido do direito e invertem a razão por apenas gostarem do hipócrita e de sua cartilha da qual um dia foram aliciados alienados e doutos, agora desejam o mesmo para pobres mentes virgens que não tem como se defenderem do ataque cruel e desumano de uma ideologia que nunca funcionou, pois apenas serve de conto para ludibriar o espectador que iludido assiste inerte ao hipócrita gritar e espumar ilusões negando assim o direito de pensar e de ser apenas mais domesticado para uso pessoal, pois não consegue arguir em momento algum com pensamentos que divergem dos refrãos que lhe foram inculcados em sua mente  infante, e como uma manada segue mugindo em meio a massa que se desloca.

Ainda temos a religião do hipócrita em que sacerdotes que foram aliciados e pegos em sua preguiça teológica confundem os ensinos de Jesus com o de um beberrão que viveu na Europa do século XIX, e criam um paralelo para legalizarem suas falácias em detrimento da alma livre que se espera, apenas criam sua liturgias já demarcadas e carregadas do humanismo que aprisionam o ser humano em suas faltas das quais nem Deus as quer ouvir mais, mas estes algozes da maldade precipitam no mais profundo inferno aquele que blasfemar contra o hipócrita alegam eles que se Deus colocou por chefe este deve ser não apenas obedecido, mas também venerado e tudo o que este hipócrita fizer tem o aval divino e não pode ser contrariado em sua vontade, pois está é a vontade divina.

Em tudo o hipócrita se acerca de indivíduos que assim como cães se acercam do leproso para lamber-lhes as feridas permaneçam apoiando a sua enferma condição que do ser humano que existiu um dia agora apenas jaz o hipócrita dono do mundo do qual ele e apenas ele pertence, o grande e nefasto hipócrita se rebela nos dias que se seguem como o grande usurpador e ladrão, e confunde-se em sua hipocrisia vendo que seu lado humano foi tragado por suas concupiscências e apenas o hipócrita vive naquele que um dia foi um ser humano.

E assim continuamos a nos hipnotizar com os espelhinhos e luzes da ribalta que como um banho de luz destacam o HIPÓCRITA nosso adorado e idolatrado malfeitor e algoz seguindo a nossa preferência nacional.

 

Creative Commons License This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.

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