Monges

monge

Desde os primórdios os homens procuram algumas coisas que só encontram na esfera espiritual ou transcendental, e ainda onde a meditação exclui a materialidade da vida corpórea e remete o ser a um êxtase onde libera seu eu da fragilidade carnal onde ele sabe e conhece suas limitações e dores que ainda permeia sua dolorosa carne quando isso não acontece buscam essa experiência transcendental em alguns tipos de alucinógenos, bebidas, drogas e produtos que os deixem em um êxtase, Salomão ao percebeu que o homem acaba seus dias correndo atrás do nada e tudo não passa de uma ilusão em se obter “coisas” ter o “poder” terreno exercer autoridade e aquelas coisas que façam a sensação de inferioridade sumir, mas permeia o coração humano.

Hoje não é diferente do passado ou do que Salomão viveu, pois foi um homem com muito, mas muito poder onde ele constitui o ápice do reino judeu que teve sua maior área e maiores riquezas e muita paz, onde esse monarca tinha sua recreação com muitas mulheres e prazeres onde isso acabou levando-o a pecar contra o Senhor, mas isso é outra história, pois o foco está em saber que tudo sobre a terra se torna em enfado e cansaço e não obstante o homem pega-se em buscar este cansaço e quando acha algo que transcende sua vã pequenez apega-se a isto de forma a tentar preencher este vazio que tanto atormenta a espécie humana dentro deste transcender varias religiões e filosofias e coisas do gênero desenvolveram-se em dar a seus adeptos um conforto aonde o ouro e prazeres carnais não chegam dentro destes limites é que vemos os monges, ou melhor, sabemos que estão lá, mas não aparecem muito.

No cristianismo não é diferente e desde a sua fundação em que Cristo sacrifica-se para que eu e você obtivéssemos a vida eterna tentamos buscar a transcendência do ser e ter uma vida em que agrade ao Senhor buscamos na meditação da palavra em orações, em busca de uma vida longe do pecado, alguns reagem de forma a não lutarem contra sua carne veem sua vida espiritual esvaziar-se pelos vãos dos dedos de tanto que apertam sua vida, mas não chegam a postura da plenitude do varão perfeito que em nosso caso Jesus é a comparação para nós e modelo perfeito de vida e ação sobre a terra, mas Jesus não viveu em nenhum tipo de clausura muito menos monástica Ele com sua humanidade desde tenra idade estava entre as pessoas e sua postura sempre inigualável não teve que viver num monastério e nem em algum ministério em que ficasse fechado longe das coisas do mundo, alias em sua primeira ação dos relatos do Novo Testamento vemos Ele sendo levado ao deserto para ser tentado e ai começa sua peregrinação sobre a terra como o messias revelado e seu ministério tem seu inicio.

Quando Jesus chama os discípulos Ele os chamas para estar com Ele e andar e pregar o evangelho pelo país todo sem reservas financeiras e nem catedrais, quando Ele envia os 70 suas recomendações são justamente para que não tenham nada além de suas vidas nem duas sandálias Ele admite que tenham, mas apenas suas vidas, muito bem o tempo passou e algum engraçadinho por concupiscência de sua carne achou que seria bom receber o dízimo de ordenança hebraica e para fins de manutenção do templo e dos seus sacerdotes levitas e demais “funcionários”. Com o advento da vinda do Messias o Cristo isso tudo se torna obsoleto e dispendioso, pois no sacrifício de Jesus somos o templo do Senhor tornamo-nos sacerdotes reais de um sumo-sacerdote que não habita em templos e nem tem necessidades carnais não precisa de lugares para se manifestar e nem de altares de pedra para descer fogo e consumir holocausto o Senhor se agradou em moê-lo para que não tivéssemos mais em mãos de homens que por serem corruptos inventam leis códigos para usurpam da divindade e transformar suas eiras em bordeis onde tragam suas vítimas sem dó e nem piedade apenas alimentam-se de suas carnes e deixam-nas jazerem a beira do caminho e ainda perguntam “você consultou o Espirito Santo sobre o que está escrevendo?” Ora se não tivesse sendo indignado pelo próprio Espirito Santo tendo os olhos abertos para contemplar essa palhaçada toda que hoje está no cerne da “igreja” com tantos desmandos e ingerência com o reino e com as coisas que uns que se dizem embaixadores, e profetas, apóstolos, mestres, pastores, evangelistas, missionários dos donos da unção, dos que recebem gratuitamente do Senhor e cobram altos caches para vomitarem suas teologias nos púlpitos, onde, diga onde está à indignação que é apenas um sentimento humano ou será este abrir de olhos é somente para contemplar, não isso é para que algo sejam denunciado e exposto ao vitupério do qual Jesus teve que não por fato que ele tenha feito, mas por obras humanas que hoje ainda esbofeteiam a face de Cristo justamente Aquele que se deu em sacrifício verdadeiro, ora não sejamos mais hipócritas e não demos mais nossa carne e nem nossos olhos para ser objeto de pecado.

Não somos chamados para montar um circo e apresentarmos nossas peças teatrais apenas no picadeiro e quando temos público, somos chamados para fora, para que possamos com nossas vidas transbordar Cristo e anunciar sua vinda anunciar a boa nova, o rio de Deus que passa por seus filhos, nós ganhamos algo que é o mais precioso sobre a terra e todo o universo o direito de anunciar as boas novas de sermos as trombetas do apocalipse, pois anunciamos a segunda vinda e temos que faze-lo não por imposição e nem por mandamento, mas pelo amor que nos salvou e nos remiu nos incluiu e por seu amor podemos amar e dar de forma reciproca esse amor em graça recebemos e em graça damos, o Senhor não deu-nos dons para vendermos e termos o sustento, pois o sustento vem dEle, hoje vemos ate as trevas tirando proveito dos dons de Deus gravadoras e tv’s ganham fortunas com discos e filmes e vídeos  as varias apresentações dos “santos” para entreter aos santos.

Não podemos andar como o mundo anda e não deixar que este venha nos ditar regras não pode muito menos nos enfiar dentro de castelos e “templos” para exercer o “sacerdócio” alias o sacerdócio de todos os santos é para fora de suas aparências sim, é viver Cristo todo santo segundo e, não, não é para ficar enclausurado gastando tempo em meditações, mas para remir o tempo de vida sobre a terra e fazer o mundo conhecer a Cristo por suas atitudes e vida dentro da sociedade.

Não podemos viver encavernados temos sim que vivermos Cristo em sua plenitude, Jesus quer nos dar sua plenitude em nós em Mateus 11 Ele nos fala sobre seu jugo que é leve e que Ele nos dá descanso para caminharmos e andarmos para Ele.

Os dias depois da ressureição de Jesus forma de ensino aos apóstolos e parece que Ele não estava interessado em ensinar como deveria ser a “igreja”, mas como deveríamos agir como igreja não falou de coisas que dividem e aborrecem os homens como qual é o comprimento do cabelo ou de qual é a cor das paredes do templo, isso foi coisa de um passado onde os homens usavam destes subterfúgios justamente para colocar um jugo desigual e dos quais nem os próprios “monges” sacerdotes enclausurados poderiam carregar “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los;” Mateus 23:4. Muito menos hoje Jesus não constitui denominações nem ministérios nem senhores do engenho, mas quer um Reino de Justiça, Paz e Alegria no Espirito Santo, “E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” Marcos 1:15.

Hoje os monges não fazem evangelismo, mas “marketing” de suas denominações apresentam números e resultados de suas “campanhas” e sempre usam o slogan “Aqui tem a presença de Deus” “neste lugar Deus fala” e coisa do gênero existe certa concorrência que era meio que velada, mas hoje é concorrência descarada inclusive com campanhas difamatórias, isso é reino de Deus?! “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” João 13:35. Pela simples conferencia com a palavra vemos que muitos não são e nem serão discípulos de Jesus estes monges hoje buscam sempre algo “novo” para incrementar suas “igrejas” e as modas vem e vão gastasse milhares de reais em campanhas publicitárias “folder’s, flayer’s” e coisas assim, mas buscarem a visão que o Senhor tem para cada um e a verdadeira vocação para cada filho parece que não desejam, uns até viajam milhares de quilômetros buscando ensino pagam uma fortuna para isso como se Deus não fosse onipresente e onisciente para ensina-los onde estão, infelizmente apenas querem ser monges e não ser o sacerdócio que Jesus instituiu para os seus, usam de nomenclaturas e cargos eclesiásticos apenas para exercer um certo poder e sentirem-se superiores e não para servir ao reino.

Ora ficar enclausurado tocando harpinha é fácil difícil é ser crente no meio do mundo amando e perdoando em santidade e alguns ainda assim não o conseguem mesmo enclausurados.

Que o Senhor Jesus tenha misericórdia de nós e seu plano nos leve a uma vida de verdadeiro serviço no reino e que a santidade seja algo real que agrade ao Senhor podemos dar o melhor para Deus “sermos barro em suas mãos” para que Ele nos molde a seu prazer e vontade.

A Ele glória.

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