Amor.

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Amor. Essa palavra é muito usada que tem um significado que expressa o sentimento de uma pessoa por outra com a frase famosa “eu te amo”. Hoje infelizmente a palavra e frase estão praticamente desgastadas pelo mau uso e por sua expressão que muitas vezes apenas reflete uma condição em que o ser humano fica “apaixonado” apenas pelo corpinho perfeito do outro e os desejos de “possuir” aquele corpo arruma a famosa desculpa de “eu estou apaixonado”, mas na realidade só quer apenas usufruir daquele corpinho que a mídia disse que é o perfeito, e que a roupa deu um “up” em alguns locais estratégicos para atrair o macho ou a fêmea, trocando em miúdos é apenas desejo carnal de satisfazer a impulsividade do animal que está dentro de nós, e não falo isso querendo me eximir desta culpa, mas falo isso justamente expressando o que também eu sinto, pois sou um ser humano e minhas veias correm o mesmo que outros seres humanos.

O problema que com as dramatizações que tanto se vê deu-se um valor exacerbado nas relações interpessoais afetivas e causando uma degeneração do desejo humano de procriar e perpetuar a espécie do qual hoje muitas vezes é escravo desse mesmo desejo, mas que é muito bom.

Um dos problemas criados pela dramatização é justamente a banalização do “AMOR” que por muitos é externado de forma errônea, no português por ter a necessidade de ter um substantivo que acompanhe o verbo, então temos o amor e não varias palavras que externariam esse sentimento, o homem tem pela pessoa amada três tipos de amor, e se um destes falta os outros não podem segurar a relação ou acaba virando uma troca de favores, estes três amores são “amor de corpo”, “amor de alma” e “amor de espirito” e cada um destes influencia a relação do ser humano se é apenas carnal que geralmente é o primeiro amor torna-se apenas um desejo de satisfazer a dita concupiscência, se apenas de alma falta também algo se é apenas espirito também faltará as outras partes por isso vemos tantos problemas nos relacionamentos de casais.

Mas o viver o amor é uma coisa diferente em que a dimensão natural não pode conter apenas em suas vias, mas tem que transpor essa barreira em que o homem natural criou por sua superficialidade e preguiça de caminhar e raciocinar um pouco e ficou apenas com que sua mão alcança essa falta muitas vezes vem refletir algo que tem por sua externalização a falta de amor.

A expressão serve apenas para momentos que junto com a pessoa é externada a expressão, mas na vida cotidiana não adianta palavras, elas devem ser acompanhada com atitudes que demonstrarão que aquelas palavras não eram vazias, mas a simples expressões do sentimento verdadeiro que eu sinto por alguém, e essa demonstração também não deve ser apenas com o presenteio de “coisas”, mas atitude que irão preencher essa lacuna que é produzida pela falta de um dos três afetos, nessa linha de raciocínio vê hoje muitos que apenas querem fazer “amor” a dita conjunção carnal, pois se agradou da carne que foi apresentada para deleite dos olhos. Não podemos apenas realizar conjecturas a respeito do amor, mas vive-lo é na intensidade de um todo que na verdade não pode ser externado apenas com gestos e com presentes, o amor é muito mais do que uma noite de conjunção carnal, dá-se o nome de amor a uma relação sexual que na verdade não tem nada de amor apenas satisfação própria, o amor é muito mais do satisfazer um prazer animalesco e primitivo que muitas vezes o vemos externado através de ciúme em que o algoz fere sua vitima que como propriedade particular adquirida não pode “amar” mais ninguém a não ser a pessoa que adquiriu isso demonstra a tão fragilidade do ser humano sobre a terra que apenas dominado por uma doentia e “sublime” neurose, apesar de que na atual conjuntura nada mais é neurose e por isso as coisas não são mais tratadas como doença eivada na hipocrisia de uma sociedade que segrega a maioria para favorecer minorias como numa grande espira errando na mesma medida sempre e novamente, causa que faz do “amor” um sentimento nefasto e cheio de peculiaridades horrendas que transformam o ser humano em apenas mais um vil animal que apenas quer saciar suas necessidades fisiológicas e subjugar a sanidade e a lucidez pelo desejo desenfreado de satisfação.

Não, isso não é uma forma punitiva de incriminar alguns, não isso é apenas uma conjectura para um simples raciocínio do quão grande é a atual decadência humana em que atravessa a humanidade, que do ápice da cultura filosófica e da proteção da espécie se desaba no simples completar das conjunções carnais e o desejo de estar sempre em estase e adormecido por causa do medo da dor e do sofrimento do qual o ser humano reivindica para si mesmo colocando cada vez mais alto suas metas e expectativas futuras causando ainda mais neurose e correndo atrás do nada como aquele cachorrinho que corre alucinadamente atrás do próprio rabo.

Amar implica em primeiro amar-se, pois quando ama-se tem-se cuidado consigo mesmo não aderindo a modas e cangas alheias, mas vivendo na moderação da sobriedade e tendo toda a lucidez dos acontecimentos, entorpecer-se não faz do céu, terra e nem da terra, em céu, mas apenas adia a idade adulta tornando-se apenas algo amargo. Amar é dedicar-se ao outro e desprender-se do eu mesmo e praticar boas obras para o próximo e não “amor” alienado ao desejo de satisfação, pois apenas vemos crianças que desejam satisfazer-se a si mesmo, esse egocentrismo que permeia o ser humano contemporâneo.

Ame muito, ame muito, pois esse é o desejo do Pai, pois Ele diz “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” João 13: 34. Dando a vida em favor de muitos foi assim e é assim que Ele nos ama.

A Ele glória!

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