Liderança cristã

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Bem, seguindo alguns passos em meio a dúvidas que permeiam o coração humano e vendo o caminho tortuoso em que as denominações se encontram, com “teologias” pra lá de questionáveis, e olhando para o passado é que chegamos à mesma conclusão, que não existe mais saída estamos no “beco sem saída”. Através da história da “igreja” vemos o quanto à institucionalização tem feito contra a implantação do Reino de Deus, por suas atitudes que engessam e imobilizam a ação do Espirito Santo e isso produz um monte de pregações que somente defendem as denominações e suas teologias questionáveis com seus pilares de ensino que levam o sujeito a depender somente de sua denominação e da ação pastoral e não do Espirito Santo e do Senhor, até vejo algumas almas falando da ação do Senhor e em nome de Jesus, mas se apertar geralmente fala que a causa é a denominação que ela pertence que ocorreu tal fato miraculoso.

Algumas pregações são simplesmente apologia denominacional e pessoal, homens de “oração poderosa” alguns aproveitam a sua projeção pessoal até para lançar-se candidato a alguma coisa e uns acabam sendo eleitos por seus prosélitos e infelizmente exercem seus cargos políticos, mas esse não é o maior mal. Temos coisas muito piores em denominações que surgem simplesmente por desejo humano ou “visão” incompatível, existem aquelas que surgem pelo protesto de alguns “donos” das denominações e que coloca sua família em todos os cargos da “igreja local” mesmo que alguns deles não sejam um primor de crente, mas são eleitos para manifestarem apoio ao “pastor titular”, ou ao “apostolo titular”, ou ao “bispo titular”, ou ao “ancião titular” são tantas nomenclaturas para definir o chefe, por que não simplesmente colocar o nome que é “chefe” é muito mais pratico do que enfeitar o “palhaço”, mas isso não é e não tem um “peso espiritual” com uma aura brilhante em torno do “escolhido” e a velha e tentadora magica que revela-se novamente para entreter a audiência que no gargarejo do palco espera ansiosamente pela aparição do “ungido” que irá entretê-los durante o “culto” e com “frases de efeito”, palavras escolhidas pelo vocabulário rebuscado ou simplesmente com um linguajar chulo para transparecer humildade, alguns choram e levam o publico a um estado melancólico e seguem um ritual com a intenção de manipular e arrancar uns trocados do expectador que tentado por sua concupiscência acaba cedendo ao apelo do interlocutor que aproveitando-se de alguns textos descontextualizados induz o sujeito ao erro.

Outras denominações seguem suas “teologias” cunhadas à revelação dos que as fundaram e seguem alguns catecismos (palavra que significa “instruir a viva voz” e sua origem é grega “κατήχησις”) que foram feitos em algum tempo em que a teologia queria instruir a cerca de alguns ensinos que eram contrários à doutrina cristã, e que se revelam apenas politizadores denominacionais que em quase nada cooperam para a dependência de Cristo ou deixam margem para os “escolhidos” exercerem a sua autoridade (“dunamis” no grego tradução: “poder”) e em torcer sua real e verdadeira razão de estar daquela forma.

Vemos alguns que importam a visão mundana de administração para dentro da sua denominação e exercem essa “autoridade como o diretor presidente, e o que agrava a tal atitude é que hoje a administração secular está sendo mais amável e vista de modo que o administrador é apenas um colaborador e não o “the big boss” parece que a “igreja” tomou um caminho contrario até para os padrões atuais de administração em que o “chefe” é aquele sujeito que manda e ninguém pode opinar ou ter uma “visão” diferente da qual o “anjo da igreja” obteve a revelação, mas com agravantes apresentam isto de forma a ter uma “retorica piedosa” é a pregação e revestem o homem de uma autoridade sublime e inquestionável e infalível (o engraçado é que fugimos disso com Lutero). Mas nos escritos do Novo testamento não vemos essa autoridade sendo demonstrada sobre outro semelhante como costumamos ver, e como no antigo testamento onde um profeta era eleito por Deus para ter autoridade sobre a nação, mas isso no novo testamento não tem valor de domínio, (grego exousia), mas de liderança como um que mostra o caminho e não o faz com um chicote impondo sua “liderança” com seus códigos de honra e suas doutrinas questionáveis de obediência cega (grego upakouo “upakouw”). Mas a quem devemos obedecer? Ou quem tem autoridade no novo testamento, respostas; devemos obedecer ao evangelho, a Deus e ao ensino dos apóstolos Filipenses 2:12; 2ª Tessalonicenses 3:14, as crianças devem obedecer aos pais e servidores aos seus mestres, mas omite-se a obediência aos lideres em hebreus 13:17 “obedecer aos seus guias” em sua concepção no grego “peitho” quer dizer “persuadir” ou “deixe-se persuadir por” ou ainda “tenha confiança em” e não obediência como filho obedece ao pai, mas deve-se ter parcialidade em ouvi-lo, ter respeito a sua retorica no qual se pode argumentar e do qual a verdade é o justo juízo que podemos fazer em um relacionamento com a liderança da “igreja” o qual os lideres tem a submissão ao Senhor e sua palavra, isso nos imputa a ter respeito pelo líder que em submissão à verdade o qual nos trás a argumentação para nos guiar, por isso vemos em suas ações o empenho em ser verdadeiros e mesmo errando esforçam-se em remediar o erro. “Um líder que tenha carisma para fazer as pessoas acreditarem em algo que não seja verdadeiro e o faz, é verdadeiramente demoníaco. Ser persuadido de uma mentira é a pior forma de escravidão. Os líderes da igreja estão atados à verdade e a defendem acima de tudo, no seu serviço aos outros.” E não vemos nas denominações atuais em nossa querida nação, mas homens que parecendo impregnados de um medo de perder “suas ovelhas” mentem e ensinam de forma a torcer o evangelho para criar situações que promovem a ganancia e o desejo de obter riqueza ou bens materiais e quando Jesus pregou o arrependimento e o desapego às coisas terrenas, mas parece existir um campeonato em que a disputa é para ver quem tem mais, usam sapatos caros, roupas caras, carros caros, suas esposas parecem pinheirinho de natal de tantas joias e adereços, poucos, muito poucos não caem nessa disputa de “poder” e de ovelhas como se o reino de Deus fosse conquistar bens materiais e isso seriam os frutos que Paulo fala em Gálatas 5 que denotam um crente maduro.

Somente o serviço demonstra e afirma a liderança genuína e não a “autoridade”, o serviço gera confiança, em ações que exalam a verdade de Cristo em suas vidas, pessoas dignas de serem imitadas. Assim, os lideres bem como os que foram chamados ao corpo de Cristo são chamados para servir, sempre sujeitos a ação do Espirito Santo e atrelados ao exemplo de Cristo.

A Ele glória.

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