O Pai nos ama!

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Muitas vezes esquecemos que o Senhor nos ama, e com amor eterno Ele nos remiu para uma vida de amor e Paz, indicando o que seu reino é, Justiça, Paz e Alegria no Espirito Santo, isso muitas vezes esquecemos e tratamos as pessoas a nossa volta como se trata um qualquer, ou um animal, mas lembrando o que Jesus disse a respeito d’Ele mesmo e sobre a condição de sermos filhos e sua implicação em nossa ação no cotidiano nos remete em que devemos fazer enquanto filhos de Deus. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?(1 João 4:20).

Tudo isso nos leva a uma formalização do ensino de Jesus e uma sistematização do seu conhecimento, e que por consequência nos leva a compreender academicamente sua condição, mas nos faz resistentes ao seu sentido de ação prática de sua mensagem, onde deveríamos colocar na primeira pessoa a pregação colocamos na terceira pessoa e assim deixamos distantes de nossas vidas à ação do evangelho e aplicamos somente aquilo que nos remete a uma ação benéfica para nossa própria vida, deixando de lado o próximo do qual Jesus afirmou que devemos ama-lo. Quando eu coloco minha pregação na primeira pessoa do singular eu acabo me inserindo na pregação desta ação que reflete a minha ação para com o meu semelhante, deixando que este venha a ser somente o semelhante, mas torne-se irmão em verdade, do qual eu como pessoa posso e devo amar como a mim mesmo.

Eu vejo que nestes dias eu deva ser mais responsável para com o próximo e que eu deva ama-lo intensamente mais do que meus olhos e minha mente gostaria, não ver mais o seu pecado, mas como Cristo que aspergiu seu sangue em mim para a remissão dos meus pecados, e assim eu faça para com meu semelhante veja o sangue de Cristo nele para que eu não o veja como um pecador, mas o veja como um filho amado do Senhor do qual é participante da mesa do Senhor junto comigo.

Como posso rejeitar a aquele que Cristo não o rejeita, como posso dizer pecador se Cristo não o condena, mas o justifica? Não sei mais como andar com o dedo em riste para apontar, mas somente o olhar para a remissão que há no sangue de Jesus, não mais a condenação, e sim o perdão.

Coisas que trazem a confusão, que nos fazem perder algum tempo em meditação e chegar à conclusão que o caminho é o amor e o perdão.E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.(Marcos 12:33).

Por que Jesus fez essa afirmação? Será que esta é apenas uma palavra solta ao vento, sem direção? Ou a razão primeira do evangelho é trazer reconciliação entre os homens para assim possam se achegar a Deus demonstrando sua atitude de verdadeira clemencia e misericórdia, não posso trazer oferendas a Deus sendo que ainda tenho perrengues com o meu próximo.  Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.(Mateus 5: 23-24).

Ora se não posso entregar minha oferta ao Senhor quem dirá a minha adoração, ela simplesmente não será aceita, pois é impura contaminada com a carne e suas concupiscências, das quais sou réu, pois não amei o meu próximo como a mim mesmo, portanto sou réu, ora se não consigo cumprir 50% dos dois mandamentos de Jesus, porque quero que meu irmão cumpra um dos 615 mandamentos da lei de Moisés?

Não sou circuncidado e nem fiz o Bar Mitzvá (בר מצוה, “filho do mandamento”), mas o sangue de Jesus me alcançou e hoje liberto das coisas do mundo Ele me fez, para sua glória, não por que eu merecia, mas por que Ele simplesmente me amou e me fez filho para que eu possa propagar esse amor e proclamar sua redenção.

Redenção essa que hoje me faz feliz na plenitude do que Jesus quer para mim, para expressar o Reino de Deus e sua justiça aos povos andando em conformidade de seu evangelho, usando de sua misericórdia da qual se renova todas as manhãs.

Deus Pai nos quer todos nós como filho amados e regozija-se em ver a unidade de sua igreja da qual tem sua perspectiva desde a fundação do mundo, para um futuro escatológico de nosso tempo o qual é proléptico a nossa realidade, mas nos faz ter um só Espirito e uma só fé em conformidade a sua vontade, Seu desejo é que na viração do dia estejamos lá, nus diante d’Ele esperando para o encontro da criatura com seu criador, o Pai que amorosamente vem ao encontro do filho com braços abertos e somente o amor que os liga permanece e assim prossegue em relacionar-se com o Pai.

O amor de Deus nos constrange ao ponto de sabermos que não merecemos tal amor, mas por sua infinita misericórdia nos ama, não pelo que fazemos, mas pelo o que Ele nos faz ser.

Simplesmente seja filho, não queira ser mais um independente, mas seja dependente de seu Pai, Ele nos chamou para sermos filhos de seu amor e a suprir de todas as nossas dependências e n’Ele ser completo.

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