Escatologia

O texto abaixo foi feito para um trabalho de aula em 21/11/2011 de Teologia Sistemática III, que era ministrada pelo Prof. Silas Barbosa Dias. Não recebi uma grande nota, mas trouxe um grande conhecimento acerca de escatologia, do qual compartilho com os leitores.

Escatologia: Essa palavra sempre me causou algumas coisas que são meio que indescritíveis um misto de medo e alegria e o não intender muito bem seu significado e nem estas coisa do porvir. Porém agora torna-se de alguma forma mais fácil, a mística que afluí em sua linguagem já não causa o misto de sensações que influenciavam minha adrenalina e viravam aquele misto de sentimentos, mas agora representa uma etapa nova, pois este conhecimento mesmo que seja pequeno em contraponto a tudo que já foi escrito e trabalhado academicamente sobre o assunto, deve ser encarado como uma bela reunião de escritos e um resumo profundo de conhecimento.

Mas tudo isso não será de alguma forma usado sem que tenha-se a verdadeira noção das coisas como este estudo, tenha o real e verdadeiro valor de pregação e propagação, pois desta forma torna-se apenas um conhecimento intrinsecamente pessoal. Mas sua real e verdadeira intenção é produzir uma teologia completa para que a pregação tenha o real valor na transformação daqueles que são alvo do evangelho.

A toda essa produção da qual fiz parte durante estes 4 anos tenho a real noção de tudo que foi feito, foi pelo desejo e pela vontade de Deus que queria uma cosmovisão com o  jeito que Ele gostaria, pois produziu uma espécie de teólogos diferentes do usual, mas isso não significa um fim, mas sim um começo.

Vendo o todo deste resumo sobre as escatologias e suas influencias que foram escritas durante a história e em que a igreja viu-se em agendas especificas que levaram a uma escatologia que foram pertinentes aos desejos de seus criadores e de seus escritores, porem o zelo de Nosso Senhor Jesus Cristo permanece e por mais que homem tente dominar e arranjar uma teologia escatológica de maneira a dominar e escravizar o homem em sua influencia e desígnios como alguns exemplos que estas mostraram. E para que estes tenham proveito do fruto do material produzido pelos teólogos de plantão, não alcança êxito por muito tempo, pois como vimos nestes escritos O Senhor sempre levanta homens comprometidos com o evangelho e assim produzem o material correto segundo seu desejo.

Vejo que o Senhor tem o melhor pra mim mesmo do que as coisas naturais possam demonstrar que não, essa pequena visão produzida pelo estudo sistemático que a escatologia produziu. Nestes escritos foram de esperança e a certeza de uma fé verdadeira, e em ter a plena certeza de que a nova Jerusalém virá para encontrar com a criação, derrotando toda a altivez que é própria das coisas terrenas para dar lugar à vazão do divino em proximidade de ação do próprio criador não deixando assim espaço para a não presença de sua glória que hoje a conhecemos apenas como um “átomo” ou menor que isso de seu inexorável amor gerado por sua grande misericórdia, e em colocar em nossos corações esse conhecimento exacerbado de coisas que nunca se passou em nossos corações, mas que hoje inflamam este com a esperança escatológica de um porvir completo e de toda a plenitude possível, pois Ele vem com a sua onipresença alienar a toda a criação que na dança cósmica pode e gerará a vida dentro e fora do homem que se vê em completo, transfigurado em eternidade, pois agora habita na Jerusalém celestial e não mais nas agruras terrenas que dissolveram a esperança e a amabilidade entre os homens. Agora este divino se faz tudo em toda a parte e não apenas em momentos em que o homem abre seu coração, mas permanece naquele que foi remido e como participante da eternidade divina agora se faz de fato.

A presença do ser divino em toda a grandiosidade da criação sua shechina envolve agora todas os seres humanos, dando e transformando tudo em um grande espaço para o ser criado, lugares estes que refletem sua magnificência e grandeza. Espaço que agora abarca tudo e todos são como que da mesma essência, pois transfigurados em nova criatura da plenitude da criação encontra a seu destino final de ser parte da presença do criador.

Da promessa através dos séculos por alusões e figuras que demonstravam de forma pequena e terrena a grande atitude final do qual o criador fez seu projeto em habitar com seu povo, antes apenas era uma tenda com o véu que representava a separação do homem, e agora em que Ele se fez carne e habitou no meio dos seres humanos, dando a conotação de que o futuro será em que as criaturas habitarem nEle como filhos e os seres terrestres fazerem a grande festa eterna da criação da plenitude dos tempos chegando ao seu ápice eterno. Casa feita por Ele mesmo para que os que têm a sua redenção possam desfrutar da presença plena da shechina de Deus, numa perichôresis cósmica eterna.

Assim agora tudo feito novo “Novos céus e nova Terra” junto com as novas criaturas feitas a partir de sua amabilidade, para que nessa plenitude pudéssemos disfrutar completamente dessa nova Jerusalém, sem as restrições que a criação decaída não pode desfrutar sem que sofra danos, por causa de sua contaminação terrena pelo pecado, e consequente morte, está última vencida e já não terá mais o pranto nem dor, mas plenitude e conhecimento pleno, pois tudo que era em partes agora se revela na sua plena potencia de existência não de forma decadente, mas na plenitude que foi planejada para estar em conformidade com o cosmos agindo como se fosse de forma simbiótica e não mais como um parasita que a tudo produz morte, mas sendo parte dessa construção.

A esperança de ver a face do Senhor desnuda e plena, frente a frente com toda a criação regenerada e feita nova para atender todas as especificações feitas por aquele que criou todas as coisas a noiva restaurada encontra com seu noivo para seguirem as núpcias eternas do amor que faz e restaura a criatura em um ser plenamente apto para esse advento que de histórico passa agora a ser eterno, (meu pai tú es lindo maravilhoso nada nesse mundo pode ser comparado com sua vinda e eternidade que eu e meus irmãos teremos na Jerusalém futura), o repouso eterno no Senhor como simplesmente um Pai acolhe seu filho em seu colo assim o Pai celestial vai aconchegar sua criação em seus braços e abraços eternos, a teologia produz essa poesia do ser onipresente que através de sua sabedoria transforma uma arvore brava em uma arvore frutífera, pois age em seu amago mudando a essência de sua criação, sendo essa produção em vida e vida eterna.

A busca pelas coisas perecíveis tem seu fim, pois tudo é eterno e sem valor, pois a Babilônia e a Roma não existirão mais e sua sedução não mais ofuscara os olhos dos homens, pois tudo é de todos e tudo esta em todos e a perichôresis mutua. Nenhuma annihilatio mundi, mas apenas a transformatio mundi a alegria plena de não necessidade, pois tudo está suprido pela presença do criador que sustenta sua criação de forma plena, não terá frio, nem calor, mas plenitude, o medo não mais aflige o homem e a dor foge, pois a plenitude se faz presente nada falta, pois o criador é que sustenta, as luzes não mais seduzem o homem com seu brilho, pois o sol da justiça agora é o que alumia a eternidade a ausência de escuridão na presença do criador, que não apenas vê ou faz coisas, mas a sua presença plena abre a eternidade sem véu, sem átrios, sem santo lugar, apenas o Santo dos Santos fazendo parte da criação remida e refeita a sua boa e justa vontade.

Obs: A bibliografia usada para compor esse texto foi uma compilação feita de meu professor Prof. Silas Barbosa Dias, com textos de Wolfhart Pannamberg, Jürguem Moltman, e Paul tilich, de suas varias obras.

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